Barra: Mandante fantasiou assédio que não existiu e encomendou morte de pediatra



A Polícia Civil declarou em entrevista coletiva desta segunda-feira, dia 25 de outubro de 2021 que a motivação do homicídio contra o médico Júlio César de Queiroz Teixeira, de 44 anos, foi devido "a uma criação mental" de Diego Santos Silva, de 31 anos.

Conforme o coordenador da 14ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), Ernandes Júnior, o acusado teria encomendado o assassinato do pediatra por achar que o médico teria assediado a esposa do suspeito, o que a polícia descartou por completo.

Como o acusado ficou em silêncio durante o depoimento da última sexta, a Polícia chegou à motivação do crime através dos depoimentos dos outros participantes do crime e de detalhes da investigação. O caso motivador teria ocorrido durante consulta do filho de Diego Cigano, atendido em outras vezes pelo mesmo médico, no dia 17 de setembro. Diego Cigano esteve presente nesse dia.

"A motivação foi comprovada depois que o filho dele [Cigano] e a esposa estiveram na clínica e na última consulta em que ele [Cigano] acompanhou. O Cigano imaginou que o médico teria olhado para os seios de sua esposa. Uma criação mental que não foi comprovada", disse o coordenador da 14ª Coorpin.

De acordo com o delegado de Barra, Jenivaldo Rodrigues, que também participou da coletiva, Diego Cigano tem histórico de agressão a companheiras, e mesmo com ex-esposas, uma vez que não admitia que elas tivessem outros relacionamentos e usava "olheiros" para acompanhar a vida das mulheres.

De acordo com a delegada do Departamento de Polícia do Interior, Rogéria da Silva Araújo, as condições apontam que Diego Cigano deve ser acusado por homicídio qualificado [com motivo torpe]. No entanto, quem deve tomar a decisão é o Ministério Público do Estado (MP-BA).

A Polícia acredita que outras acusações e crimes atribuídos a Diego Cigano possam ser revelados com a prisão dele, já que o acusado tinha fama de violento e era temido por moradores.


Por Bahia Notícias

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1 Comentários

  1. Caso complexo, exige muita pericia de habilidade por parte da investigação

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